Publicado por sabine righetti em 31/03/2009
Hoje a TV Cultura lançou, num evento super simpático no Museu da Casa Brasileira, a sua nova grade de programação. A proposta investe principalmente na relação com produtores independentes e assume que a “vocação para experimentação” será reforçada. E é justamente essa possibilidade de experimentar e de dar espaço para aquilo e para aqueles que não passariam nem perto da grade das TVs abertas mercadológicas “tradicionais” que caracteriza a emissora. Conforme afirmou Paulo Markun, presidente da Fundação padre Anchieta, que mantém a emissora: “A TV Cultura é uma espécie de ferrari que atende ao mercado, mas segue regras distintas dos outros automóveis”.
Eu não gosto de ferrari. Acho prepotente e barulhenta. Mas entendi (óbvio) o que o Markun quis dizer e concordo plenamente com o sentido empregado.
A nova grade mantém as quase 12h diárias de programação infantil – e eu, que cresci assistindo O professor, Mundo da lua, Confissões de Adolescente e afins, acho isso ótimo. E há programas novos, como a série Tudo que é sólido pode derreter (que é para o público adolescente e brinca com temas da literatura) e programas reformulados como o Cocoricó.
E quando me disseram que a Tv Cultura agora teria um reality show eu estremeci. “Eles se renderam ao BBB”, pensei! Mas é óbvio que não. O Ecoprático será um reality show sobre sustentabilidade, que aborda temas como reciclagem dentro do lar. Esse eu espero que tenha bastante audiência! Eu estou ficando crica com pessoas que jogam a latinha do molho de tomate no mesmo lixo do resto do macarrão. Ugh!
Enfim, obrigada, de novo, TV Cultura.
ps’ vale a pena conferir também o portal novo deles. Bem bacana! Veja aqui.
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Publicado por sabine righetti em 26/03/2009
Hoje vi no Twitter do Al Gore uma mensagem sobre novas imagens do aquecimento global. As imagens - de geleiras virando água rapidamente - fariam qualquer pessoa, até a mais cética e insensível delas, repensar uma série de questões – por exemplo, se vale mesmo a pena usar o carro no lugar do metrô (entre outras tantas decisões). Confira aqui.
As imagens postadas no site Extreme Ice Survey foram divulgadas por Al Gore no Twitter e, provavelmente, foram e serão propagadas por uma série de pessoas (como eu, aqui no blog). No seu caminho cibernético atingirão cada vez mais e mais pessoas. A internet pode ser usada com fins extremamente benéficos, como a redução do aquecimento global, em larga escala como nunca antes nenhum meio de comunicação foi utilizado! Temos que aproveitar esse potencial.
E vale destacar também que sou contra a comunicação sensacionalista, ainda mais tratando-se de uma situação de risco (aquecimento global/sobrevivência). Não gosto de propagar o medo (do aquecimento) e o pânico (pela não-sobrevivência). Gosto de propagar a realidade, como o caso dessas geleiras do Al Gore, e as possibilidades de solucionar esse problema. Uma comunicação positiva de risco. Isso que devemos fazer.

O gelo virando água. A foto é do Extreme Ice Survey.
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Publicado por sabine righetti em 23/03/2009
Li no twitter do Marcelo Tas o programa CQC, da Record, vai trazer hoje, pela primeira vez, uma repórter mulher (Mariana Weickert). Apesar de ser apenas uma participação especial, achei ótimo o programa, finalmente, ter uma mulher. Quem sabe assim eu volte a assisti-lo: eu deixei o CQC de lado, como forma de protesto, depois que li o Tas dizendo que não havia nenhuma mulher na sua vasta trupe de repórteres homens para não “inibir” as piadinhas conduzidas por ele e sua equipe (!) Isso significa que ele assume – e assina embaixo – que as suas piadinhas são machistas.
Poxa, Tas, afirmar isso em pleno século XXI? Como assim?
Por enquanto, fico com os episódios do Greys Anatomy, às segundas-feiras à noite. Mas espero que a Mariana Weickert fique. E que apareçam outras mulheres trabalhando frente às câmeras do CQC (e não só nos bastidores). Assim eu volto a assisti-lo!
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Publicado por sabine righetti em 23/03/2009
Sempre elogio e divulgo aqui no blog as campanhas de incentivo à participação pública promovidas por jornalistas – como a campanha “adote um vereador”, do Milton Yung (CBN). Hoje vou repassar uma campanha de um amigo, Maurício Moraes, igualmente jornalista, que está divulgando um Projeto de Lei (de 2007) que propõe que todos os políticos eleitos do país (presidente, governadores, prefeitos, senadores, deputados e vereadores) mandem seus filhos estudarem na escola pública. Imagine o impacto de tal feito? Um novo Brasil em menos de uma geração.
Você pode participar da pressão pública para apoiar o projeto falando diretamente com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), presidente da CCJ (Comissão de Constituição de Justiça), onde tramita o projeto. É ele quem tem o poder de botar esse projeto em votação nesta comissão. Para mandar uma mensagem para Demóstenes, clique aqui. No assunto, pode-se colocar: “Pela tramitação do PLS 480 de 2007″.
Podemos mostrar na prática aquilo que já se fala na teoria: a internet pode promover uma revolução na participação pública cidadã. Eu sempre prefiro a prática à teoria… (ainda mais na comunicação!)
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Publicado por sabine righetti em 19/03/2009
Outro dia minha fisioterapeuta comentou que estava indignada porque o filme Anjos e Demônios, dirigido por Ron Howard – mesmo diretor de Código da Vinci (2006) e do genial Frost/Nixon (2008) – não estreiaria no Brasil. “A igreja católica proibiu a estréia. Saiu até na Veja há algumas semanas”, disse ela.
Achei estranho. Como num país democrático e laico um filme, que é mais uma crítica do escritor Dan Brown à igreja católica, seria proibido pela igreja? E se isso tivesse acontecido, como que eu não teria visto a repercussão do caso na imprensa? (ainda mais agora que, por causa da atitude grotesca do bispo de Recife, a mídia e a sociedade parecem viradas contra a igreja). Decidi que iria apurar o caso e, se confirmasse o fato, escrevia no meu blog, divulgaria aos meus amigos jornalistas que cobrem cinema, espalharia no mundo!
Depois de alguns minutos de busca, não encontrei nada. Aliás, o que encontrei foi que o filme estreiará sim no Brasil, e já tem data marcada: 15 de maio. Na Veja, nenhuma informação sobre uma suposta censura ao filme. Nada, nada, nada.
Depois de um alívio inicial, lembrei-me da história do telefone-sem-fio. E se eu tivesse tomado como verdade a informação que me foi passada pela fisioterapeuta e tivesse repetido para todo mundo o que eu ouvi (com a mesma indignação)? E se essa informação se repercutisse, entrasse em correntes na internet contra a falsa proibição e fosse ampliada ao ponto de dizerem, por exemplo, que Dan Borwn estaria condenado à morte pela igreja? Como diz o outro, a mentira, de tanto ser contada, viraria verdade.
Vale como lição para nós, jornalistas. Apurar cada informação recebida. Duvidar sempre.
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