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	<title>Mídia e mais</title>
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	<description>um blog da jornalista Sabine Righetti</description>
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		<title>Mídia e mais</title>
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		<title>Quando a primeira página faz a diferença.</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 01:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabine righetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Impresso]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos grandes jornais diários, o percentual de receita em vendas de exemplares corresponde, em média, a 85% de assinaturas e 15% de vendas em banca. Apesar de representar a minoria, os jornais vivem criando estratégias (bem repetitivas) para aumentar a venda isolada em banca – como os “anabolizantes”, fascículos que acompanham os jornais e que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=896&subd=midiaemais&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Nos grandes jornais diários, o percentual de receita em vendas de exemplares corresponde, em média, a 85% de assinaturas e 15% de vendas em banca. Apesar de representar a minoria, os jornais vivem criando estratégias (bem repetitivas) para aumentar a venda isolada em banca – como os “anabolizantes”, fascículos que acompanham os jornais e que trazem um aumento bem pontual nas vendas. Mas o fato é que a primeira página de um jornal (ou capa) é decisiva para que o leitor escolha um ou outro veículo. Disso todo editor sabe. </p>
<p>Estou dizendo tudo isso porque hoje, numa comparação, eu compraria o Estadão no lugar da Folha.</p>
<p>De um lado, o Estadão trouxe uma manchete de uma matéria rica e inusitada sobre prostituição infantil na rodovia Dutra – assunto comum e pouquíssimo explorado (menos ainda num destaque de primeira página, que só costuma trazer o factual).</p>
<p>De outro lado, a Folha manchetou um grandessíssimo deslize. Dizia: “Após queda, passagem de avião vai aumentar”. Fiz um teste e perguntei para várias pessoas, de várias áreas, o que se entendia pela palavra “queda” da manchete. “Queda do avião, claro. Não é isso?”, responderam-me. O trocadilho, nitidamente sem querer, foi infame e conduziu o leitor desavisado a remeter à queda do avião da FAB, que aconteceu há apenas alguns dias. Mas a queda era de preços.</p>
<p>O lado bom dessa história foi a diversidade encontrada hoje nas primeiras páginas. Quase todos os dias, deparo-me com capas tão iguais que quase não se distingue qual é um jornal e qual é o outro. Hoje, o Estadão fez claramente uma experimentação de uma grande reportagem sobre um assunto cotidiano, não factual e extremamente pertinente. Que continue assim.</p>
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			<media:title type="html">Bine</media:title>
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		<title>A notícia do jornal online não é mais notícia no jornal impresso.</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 13:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabine righetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia online]]></category>

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		<description><![CDATA[Aplausos para o pessoal do caderno Link do Estadão (que, aliás, completa 5 anos!) Hoje eu peguei o jornal na minha garagem certa de que o caderno traria alguma matéria com uma manchete do tipo: “Biz Stone visita o Brasil e fala sobre o Twitter”. Mas eu me enganei, para a minha sorte e para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=893&subd=midiaemais&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Aplausos para o pessoal do caderno Link do Estadão (que, aliás, completa 5 anos!) Hoje eu peguei o jornal na minha garagem certa de que o caderno traria alguma matéria com uma manchete do tipo: “Biz Stone visita o Brasil e fala sobre o Twitter”. Mas eu me enganei, para a minha sorte e para a sorte dos demais leitores. O Link trouxe uma espécie de perfil do criador do Twitter, abordando sua passagem pelo Brasil, mas com foco na sua personalidade. Genial. Veja a matéria <a href="http://migre.me/9VNG" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Digo isso porque o jornal impresso – ainda mais um caderno semanal de um jornal impresso, como o Link, &#8211; não pode mais se ater à veiculação de notícias factuais. Quando os jornais em papel chegam às mãos do leitor, a notícia não é mais notícia. Eu já sabia que Biz Stone passou pelo Brasil. Vi isso na TV, na internet &#8211; no próprio Twitter! Assim como eu já sabia que Michael Jackson havia morrido na tarde do dia 25 de junho, cuja notícia foi veiculada praticamente em tempo real, quando recebi o jornal impresso do dia seguinte com a manchete estampada: “Morre Michael Jackson”. Poxa, gente! Isso já não era mais a notícia. É preciso pensar em algo diferente do factual.</p>
<p>A matéria do caderno Link de hoje, na contramão do exemplo da cobertura da morte do Michael Jackson, mostra que jornais online e impressos devem trabalhar juntos: o primeiro com o factual e o segundo com um texto mais profundo e caprichado. Esse é o único jeito do jornal em papel sobreviver antes que os leitores desistam dele.</p>
Posted in Impresso, Mídia online  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/midiaemais.wordpress.com/893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/midiaemais.wordpress.com/893/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/midiaemais.wordpress.com/893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/midiaemais.wordpress.com/893/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/midiaemais.wordpress.com/893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/midiaemais.wordpress.com/893/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/midiaemais.wordpress.com/893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/midiaemais.wordpress.com/893/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/midiaemais.wordpress.com/893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/midiaemais.wordpress.com/893/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=893&subd=midiaemais&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>E os cientistas continuam malucos. Pelo menos os do cinema.</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 02:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabine righetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cine cine]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje fui assistir “Tá Chovendo Hambúrguer”, uma animação da Sony sobre um cientista que cria uma máquina que transforma água em comida e, com ela, promove chuvas de hambúrgueres e de outras guloseimas. O que tem de novo no filme é a exibição em 3D (aliás, foi o primeiro 3D que vi no cinema e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=887&subd=midiaemais&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Hoje fui assistir “Tá Chovendo Hambúrguer”, uma animação da Sony sobre um cientista que cria uma máquina que transforma água em comida e, com ela, promove chuvas de hambúrgueres e de outras guloseimas. O que tem de novo no filme é a exibição em 3D (aliás, foi o primeiro 3D que vi no cinema e fiz a inauguração na tela gigante do Imax. Fantástico!) E o que tem de velho é que o cientista da história, como era de se esperar, é retratado como um cara maluco, solitário, descabelado e considerado “estranho” por toda a sociedade. </p>
<p>Essa imagem do cientista já era de “se esperar” porque o cientista tem sido estereotipado no cinema talvez desde que o cinema existe. Quer exemplos claros e recentes? O cientista de “De volta para o Futuro” (1, 2 e 3) era um cara cuja fisionomia lembrava muito a de Einstein: cabelos brancos esvoaçantes, olhar perdido, solitário. O mesmo acontece com o cientista de “Homem-aranha”, que quase destrói o mundo na tentativa de construir uma super máquina fonte de energia. Aliás, nesses filmes, o cientista sempre “quase” destrói o mundo e, ao final da história, salva a humanidade da destruição que ele própria iria causar.</p>
<p>Mas não apenas os cientistas são alvos da estereotipação. A jornalista-apresentadora-do-tempo, de “Tá Chovendo Hambúrguer”, é uma loira bonita. No meio do filme, ela revela-se uma mulher inteligente e grande conhecedora de meteorologia. No momento da transformação, ela automaticamente se enfeia: ganha óculos fundo-de-garrafa e prende os cabelos. Como disseram na história, ela “vira <em>nerd</em>”. Pessoas inteligentes são feias?</p>
<p>O uso de imagens como estereótipos é um artifício comum na comunicação, como disse uma vez em entrevista o pesquisador de semiótica Luciano Guimarães, da Unesp (leia <a href="http://www.comciencia.br/reportagens/2005/03/05.shtml" target="_blank">aqui</a> a minha reportagem sobre a mistificação de Einstein, que traz tal entrevista). E o problema de reforçar alguns estereótipos é que se cria uma imagem acerca de pessoas ou profissões que, na maioria das vezes, não corresponde à realidade.</p>
<p>Será que alguém parou para pensar que cientistas não necessariamente têm grandes idéias? Que na maioria das vezes eles não querem destruir nem salvar o mundo, que boa parte deles constitui família e que eles não precisam viver em laboratórios? No Brasil, a maioria dos nossos cientistas, por exemplo, vêm da área de humanas: 70% dos 10 mil novos doutores/ano são de humanas. Será que as crianças que estavam no cinema lembraram que historiadores, antropólogos e sociólogos também são cientistas?</p>
<p>A parte que me deixou feliz de “Tá Chovendo Hambúrguer” é que o estereótipo da jornalista é o de uma mulher bonita (hehe). Mas considerando que sou uma jornalista <em>e</em> uma cientista&#8230; devo ser uma coisa bem bizarra. Pelo menos aos olhos de um cineasta norte-americano!</p>
Posted in Cine cine  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/midiaemais.wordpress.com/887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/midiaemais.wordpress.com/887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/midiaemais.wordpress.com/887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/midiaemais.wordpress.com/887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/midiaemais.wordpress.com/887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/midiaemais.wordpress.com/887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/midiaemais.wordpress.com/887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/midiaemais.wordpress.com/887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/midiaemais.wordpress.com/887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/midiaemais.wordpress.com/887/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=887&subd=midiaemais&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Em terra de discussões unilaterais, quem traz os dois lados é rei.</title>
		<link>http://midiaemais.wordpress.com/2009/09/27/em-terra-de-discussoes-unilaterais-quem-traz-os-dois-lados-e-rei/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 19:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabine righetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Impresso]]></category>

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		<description><![CDATA[Já critiquei aqui no blog muitas matérias jornalísticas que trouxeram apenas uma análise de uma questão e deixaram de consultar a outra ou outras versões da mesma história. Isso não significa entrevistar a mocinha e o bandido, mas significa trazer análises prós e contras sobre uma mesma questão. Por exemplo numa nova lei, deve-se consultar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=881&subd=midiaemais&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Já critiquei aqui no blog muitas matérias jornalísticas que trouxeram apenas uma análise de uma questão e deixaram de consultar a outra ou outras versões da mesma história. Isso não significa entrevistar a mocinha e o bandido, mas significa trazer análises prós e contras sobre uma mesma questão. Por exemplo numa nova lei, deve-se consultar o relator e a oposição. Numa inovação tecnológica, fala-se com os empresários do setor, com consumidores do produto e, se for o caso, com entidades ligadas à análise dos impactos daquele produto. É preciso analisar um mesmo assunto sob vários pontos de vista.</p>
<p>Escrevo tudo isso para elogiar uma matéria da Folha de hoje, sobre humanização dos abates de animais. A discussão é extremamente pertinente e carente na mídia. E o texto trouxe duas análises distintas, de uma veterinária que defende e apóia a humanização e de uma ativista que considera que a humanização do abate não leva em conta questões ambientais e de saúde ligadas à produção e ao consumo de carne. Veja <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2709200913.htm" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>A discussão dá subsídios para o leitor se posicionar e cumpre, afinal, o papel do jornalismo que é o de informar. Apresentando duas vertentes de uma mesma questão, chega-se mais perto da imparcialidade. O texto torna-se menos tendencioso, mais objetivo e se aproxima do ideal que aprendemos a perseguir na faculdade mas que, no dia a dia, quase nunca se observa na grande mídia.</p>
Posted in Impresso  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/midiaemais.wordpress.com/881/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/midiaemais.wordpress.com/881/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/midiaemais.wordpress.com/881/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/midiaemais.wordpress.com/881/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/midiaemais.wordpress.com/881/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/midiaemais.wordpress.com/881/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/midiaemais.wordpress.com/881/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/midiaemais.wordpress.com/881/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/midiaemais.wordpress.com/881/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/midiaemais.wordpress.com/881/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=881&subd=midiaemais&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Ciência: quão nova a novidade é?</title>
		<link>http://midiaemais.wordpress.com/2009/09/25/ciencia-quao-nova-a-novidade-e/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 03:38:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabine righetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sempre digo que o jornalista de ciência precisa conhecer os meandros do mundo acadêmico, o funcionando da coisa, os métodos de avaliação da atividade científica, a política envolvida. Caso contrário, vira massa manipulável. Digo isso porque outro dia me perguntaram: como saber se uma pesquisa é nova mesmo ou se já existe muita coisa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=876&subd=midiaemais&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu sempre digo que o jornalista de ciência precisa conhecer os meandros do mundo acadêmico, o funcionando da coisa, os métodos de avaliação da atividade científica, a política envolvida. Caso contrário, vira massa manipulável. Digo isso porque outro dia me perguntaram: como saber se uma pesquisa é nova mesmo ou se já existe muita coisa parecida sendo feita por aí? Ou seja: se um cientista liga para um jornalista dizendo que tem uma grande novidade, como o coitado do jornalista faz para saber quão nova a novidade é? Simples: é preciso conhecer a prática científica e investigar.</p>
<p>Em primeiro lugar, novidade que é novidade na ciência é sempre publicada primeiro em artigo científico, em uma revista indexada, avaliada pelos pares (outros cientistas). Só depois de publicada, é que a novidade se torna, como o próprio nome diz, &#8220;pública&#8221;, e aí pode ir para a imprensa. Se um cientista ligar para você dizendo que a grande novidade dele está no prelo (em avaliação pela revista científica) duvide. Pode ser rolo!</p>
<p>Vale apurar também quando ouvir termos do tipo &#8220;sou o primeiro cientista a estudar tal coisa&#8221;, &#8220;somos o primeiro grupo a desenvolver isso no Brasil&#8221;. Uma boa dica é consultar, in off, e como quem não quer nada, outro grupo de cientistas da mesma área. Normalmente o que se escuta é: &#8220;tal coisa é estudada no Brasil faz tempo, desde o fulano de tal&#8221;. Aí, você pondera a afirmação bombástica com tom de inovação que iria colocar no seu texto.</p>
<p>Cuidado com o que não tiver provas! Uma vez fiz uma matéria sobre uma técnica desenvolvida numa empresa e um pesquisador de uma universidade me ligou dizendo que o gerente daquela empresa roubou a ideia dele. Não se meta na confusão! Como saber quem está falando a verdade? Para a comunidade científica, o &#8220;dono&#8221; da ideia é quem lançou primeiro a inovação &#8211; nesse caso, a empresa. Na dúvida, deixe a pauta de lado.</p>
<p>Importante: não acredite na neutralidade da ciência! Não veja a ciência como uma luz no escuro, parafraseando Carl Sagan. A atividade científica, como outra qualquer, é feita de interesses pessoais e financeiros, egos, instintos, ambições. O cientista não é Deus e, na maioria das vezes, não é um gênio: é apenas um ser humano interessado numa questão que lhe intriga. Não acredite que tudo que um cientista te diz é verdade e que ele é dotado apenas de boas intenções&#8230;</p>
<p>Finalizo com uma frase genial que ouvi recentemente: toda ciência é temporária. Por isso, uma grande descoberta hoje pode ser desmoronada por uma nova grande descoberta amanhã. Saiba que você está escrevendo sobre algo que muda tão rápido quanto possível &#8211; e muda tanto que pode gerar novos ciclos de compreensão das coisas e do mundo (a &#8220;revolução científica&#8221; de Thomas Kuhn). Saiba interpretar quando está diante de uma verdadeira revolução.</p>
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		<title>Radiação eletromagnética pode?</title>
		<link>http://midiaemais.wordpress.com/2009/09/11/radioatividade-pode/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 02:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabine righetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia online]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje conheci pelo Twitter uma relação do Enviromental Working Group que apresenta o nível de radiação eletromagnética de todos os aparelhos de telefone celular da atualidade (veja aqui). A lista é encabeçada pelo Samsung Impression, que tem o menor índice de emissão. O maior fica por conta do Kyocera Jax, aparelho que desconheço. Os smartfones, como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=870&subd=midiaemais&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Hoje conheci pelo Twitter uma relação do <em>Enviromental Working Group</em> que apresenta o nível de radiação eletromagnética de todos os aparelhos de telefone celular da atualidade (veja <a href="http://www.ewg.org/cellphoneradiation/Get-a-Safer-Phone?allavailable=1" target="_blank">aqui</a>). A lista é encabeçada pelo Samsung Impression, que tem o menor índice de emissão. O maior fica por conta do Kyocera Jax, aparelho que desconheço. Os smartfones, como o meu blackberry, estão entre os que mais emitem radiação – e entre os mais consumidos do mundo. </p>
<p>A radioatividade dois celulares é assunto bem desconhecido no Brasil. Percebi isso com mais ênfase quando participei recentemente de uma pesquisa internacional, comandada por pesquisadores alemães, com o objetivo de avaliar a percepção das pessoas quanto à radioatividade de seus aparelhos. O resultado foi que no Brasil a grande maioria das pessoas desconhece o nível de radiação do seu telefone móvel, enquanto alguns países da Europa vendem mais ou menos celulares de acordo com esse índice – consultado pelos consumidores tanto quanto, por exemplo, o consumo de bateria.</p>
<p>O que quero dizer com tudo isso? Simples: isso é uma pauta. Trata-se de um tema desconhecido, que envolve tecnologia, saúde pública, comportamento. Quem não gostaria de ler uma matéria sobre um assunto que está na palma da sua mão ou ao lado da sua orelha? E, afinal, que riscos trazem os altos índices de radioatividade?</p>
<p>O assunto, por si só, é atual e relevante. Quem sabe pesquisando sobre o assunto o repórter não se depara com um super personagem, com uma boa história, com uma pesquisa inédita, com uma inovação tecnológica de uma empresa de telefonia que está criando produtos menos radioativos. As pautas cotidianas estão por aí, no meio de conversas, perdidas no twitter, mesmo que essa listagem de índices de radioatividade não tenha sido lançada ontem ou hoje. Basta procurar com olhar de quem quer enxergar uma pauta.</p>
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	</item>
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		<title>Internet: discussão no Brasil, manifesto na Alemanha.</title>
		<link>http://midiaemais.wordpress.com/2009/09/10/internet-discussao-no-brasil-manifesto-na-alemanha/</link>
		<comments>http://midiaemais.wordpress.com/2009/09/10/internet-discussao-no-brasil-manifesto-na-alemanha/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 03:21:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabine righetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia online]]></category>

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		<description><![CDATA[No meio de um debate instalado sobre a reforma política no Brasil que, entre outros assuntos de suma importância, discute a liberdade de uso da internet por candidatos, eis que jornalistas e blogueiros alemães divulgaram o “Manifesto Internet”. Trata-se de um documento composto por 17 pontos que basicamente afirmam e reafirmam que a liberdade na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=865&subd=midiaemais&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>No meio de um debate instalado sobre a reforma política no Brasil que, entre outros assuntos de suma importância, discute a liberdade de uso da internet por candidatos, eis que jornalistas e blogueiros alemães divulgaram o “Manifesto Internet”. Trata-se de um documento composto por 17 pontos que basicamente afirmam e reafirmam que a liberdade na internet é inviolável. Leia <a href="http://manifesto-internet.org/" target="_blank">aqui</a>. </p>
<p>O Manifesto Internet reforça a idéia de internet como ferramenta de estímulo ao exercício da democracia – algo que já venho pregando há tempos quando me perguntam o que penso sobre os potenciais sociais da rede. A discussão sobre o assunto é global.</p>
<p>Para exemplificar o exercício da democracia, basta ver a discussão que tivemos hoje no Twitter sobre a reforma política brasileira. Teve artista sugerindo um block geral aos senadores que votassem contra o texto-base da reforma (que dá liberdade total aos candidatos na internet &#8211; leia mais <a href="http://www.reformapolitica.org.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=282:senado-aprova-texto-base-da-reforma-eleitoral-mas-ainda-vai-definir-web-livre&amp;catid=904:eleicao" target="_blank">aqui</a>), jornalista que espalhou aos sete ventos a cobertura da discussão da reforma no Senado e gente de todos os lados que opinou. Uma verdadeira troca de informações e reflexões. </p>
<p>E o pessoal do Twitter está mais do que certo. Como afirma o Manifesto dos alemães, a internet é um novo palco para o discurso político – o mesmo que disse hoje o senador Aloizio Mercadante (PT) ao G1: “Na democracia, a internet é como a praça&#8221;. Não dá para proibir. Só é preciso agora incluir mais e mais gente na rede, pois no Brasil 70% da população ainda está de fora.</p>
Posted in Mídia online  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/midiaemais.wordpress.com/865/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/midiaemais.wordpress.com/865/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/midiaemais.wordpress.com/865/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/midiaemais.wordpress.com/865/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/midiaemais.wordpress.com/865/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/midiaemais.wordpress.com/865/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/midiaemais.wordpress.com/865/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/midiaemais.wordpress.com/865/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/midiaemais.wordpress.com/865/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/midiaemais.wordpress.com/865/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=865&subd=midiaemais&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A publicidade que compara pêra com abacaxi.</title>
		<link>http://midiaemais.wordpress.com/2009/09/03/a-publicidade-que-compara-pera-com-abacaxi/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 17:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabine righetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia publicitária]]></category>

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		<description><![CDATA[Fico chocada com o que os publicitários fazem para conseguir dizer o que eles querem dizer. Hoje, por exemplo, ouvi na rádio uma propaganda de uma empresa de tecnologia que dizia: “Você sabia que o Brasil tem mais usuários de internet do que toda a população do Canadá? Por isso, sua empresa precisa estar conectada!” [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=854&subd=midiaemais&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-860" title="canada" src="http://midiaemais.files.wordpress.com/2009/09/canada.jpg?w=150&#038;h=150" alt="canada" width="150" height="150" />Fico chocada com o que os publicitários fazem para conseguir dizer o que eles querem dizer. Hoje, por exemplo, ouvi na rádio uma propaganda de uma empresa de tecnologia que dizia: “Você sabia que o Brasil tem mais usuários de internet do que toda a população do Canadá? Por isso, sua empresa precisa estar conectada!” Eu concordo que as empresas precisam estar conectadas, terem site, twitter, blog e essas coisas. Mas usar o argumento “Canadá” é furadíssimo!</p>
<p>O Canadá é um dos países menos povoados do mundo - tem, em média, menos de 1 habitante por km2 (por causa das enormes áreas frias e inóspitas do país) &#8211; e, consequentemente, é também pouco populoso. E o Brasil, que é extremamente populoso, tem uma enorme exclusão digital (apenas 30% das pessoas têm acesso à internet). Ou seja, é claro que, em números, os 30% dos brasileiros que têm internet serão mais do que a população total do Canadá. Mas isso não significa NADA!</p>
<p>Pior que isso, só as propagandas de cosméticos, que usam termos científicos para dar credibilidade ao que dizem. Já escrevi sobre isso (leia <a href="http://midiaemais.wordpress.com/2009/02/12/elemento-dna-e-outras-ciencias-na-publicidade/" target="_blank">aqui</a>). E pobre de nós, consumidores, que ficamos à mercê de informações que, muitas vezes, estão completamente distorcidas.</p>
Posted in Mídia publicitária  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/midiaemais.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/midiaemais.wordpress.com/854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/midiaemais.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/midiaemais.wordpress.com/854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/midiaemais.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/midiaemais.wordpress.com/854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/midiaemais.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/midiaemais.wordpress.com/854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/midiaemais.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/midiaemais.wordpress.com/854/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=854&subd=midiaemais&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A divulgação da ciência da Iberoamérica discutida no Brasil.</title>
		<link>http://midiaemais.wordpress.com/2009/09/02/a-divulgacao-da-ciencia-na-iberoamerica/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 15:50:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabine righetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia online]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem estuda divulgação e comunicação científica ou trabalha como jornalista científico terá uma oportunidade única: neste ano acontece o I Foro Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica, na Unicamp, de 23 a 25 de novembro. A submissão de trabalhos pode ser feita até o final deste mês (30 de setembro) e as inscrições com desconto vão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=843&subd=midiaemais&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quem estuda divulgação e comunicação científica ou trabalha como jornalista científico terá uma oportunidade única: neste ano acontece o <strong>I Foro</strong> <strong>Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica</strong>, na Unicamp, de 23 a 25 de novembro. A submissão de trabalhos pode ser feita até o final deste mês (30 de setembro) e as inscrições com desconto vão até 31 de outubro.</p>
<p>O evento é promovido por uma série de entidades além da Unicamp, como a Organização de Estados Iberoamericanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI) e a Fundação Espanhola para a Ciência e Tecnologia (Fecyt), que trabalham juntas há alguns anos no sentido de incentivar a comunicação da ciência e da tecnologia e de promover, nos países iberoamericanos, a participação da sociedade em tomadas de decisões na política científica (coisa que já acontece há muito tempo na Europa! Mas no Brasil ainda estamos engatinhando).  </p>
<p>Eu estou no comitê organizar do evento e faço trabalhos com o pessoal da OEI há alguns anos na área de percepção pública da ciência. Garanto que será show de bola! Primeiro porque será no Brasil (e isso foi uma conquista nossa!) Segundo porque o Foro vai reunir especialistas de vários países iberoamericanos sobre comunicação científica, divulgação e informação científica e participação pública em C&amp;T. E terceiro porque a nossa programação vai incluir uma série de itens culturais sobre ciência, como exposições e mostras de vídeo. Muito bacana!</p>
<p>As<strong> </strong>normas de apresentação de trabalhos, calendário e mais informações podem ser conferidas no <a href="http://www.oei.es/forocampinas/" target="_blank">site oficial </a>do evento. E sugestões para a organização do Foro serão muito bem vindas!</p>
Posted in Impresso, Mídia online  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/midiaemais.wordpress.com/843/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/midiaemais.wordpress.com/843/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/midiaemais.wordpress.com/843/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/midiaemais.wordpress.com/843/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/midiaemais.wordpress.com/843/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/midiaemais.wordpress.com/843/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/midiaemais.wordpress.com/843/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/midiaemais.wordpress.com/843/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/midiaemais.wordpress.com/843/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/midiaemais.wordpress.com/843/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=843&subd=midiaemais&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Confusão da Xuxa, confusão da mídia.</title>
		<link>http://midiaemais.wordpress.com/2009/08/31/confusao-da-xuxa-confusao-da-midia/</link>
		<comments>http://midiaemais.wordpress.com/2009/08/31/confusao-da-xuxa-confusao-da-midia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 17:47:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabine righetti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia online]]></category>

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		<description><![CDATA[Na quarta-feira da semana passada, correu pela internet uma suposta matéria da Globonews que afirmava que a apresentadora Xuxa queria processar o Twitter devido ao conteúdo difamatório publicado nesse site de relacionamentos. Uns dias depois, o que se lê é que a informação era falsa e que a Xuxa nunca disse que processaria o Twitter [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=midiaemais.wordpress.com&blog=4480267&post=835&subd=midiaemais&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Na quarta-feira da semana passada, correu pela internet uma suposta matéria da <em>Globonews</em> que afirmava que a apresentadora Xuxa queria processar o Twitter devido ao conteúdo difamatório publicado nesse site de relacionamentos. Uns dias depois, o que se lê é que a informação era falsa e que a Xuxa nunca disse que processaria o Twitter e, menos ainda, que queria o site fora do ar no Brasil até que todo o conteúdo difamatório fosse excluído.</p>
<p>Confusão da Xuxa ou confusão da mídia?</p>
<p>A confusão é primeiramente da Xuxa, que defendeu  arduamente no Twitter o erro de português da filha, Sacha. A menina publicou um tweet dizendo que “iria entrar em sena (sic) com uma cobra”. Depois de algumas mensagens sobre o erro de protuguês de Sacha, Xuxa postou uma mensagem irritada dizendo que ia embora, pois “vocês não merecem falar comigo e com meu anjo”.</p>
<p>O nó se tornou maior quando a falsa notícia foi incessantemente reproduzida por vários veículos &#8211; veja o perigoso poder de disseminação da informação na internet! A grande maioria tirou os textos do ar, mas <a href="http://jogandopraga.blogspot.com/2009/08/xuxa-entra-com-processo-contra-twitter.html" target="_blank">aqui</a> você pode ler a notícia publicada no blog <em>JogandoPraga </em>(que, dizem uns, foi justamente o plantador da semente). O texto, muito mal escrito, me chamou de cara, antes de descobrir que era falso, justamente pela sua péssima qualidade. Analisemo-no:</p>
<p>- O texto começa com “A famosa apresentadora de programas infantis Xuxa, nascida Maria da Graça Meneghel, (&#8230;)”. Não entendi a caracterização com o nome de nascimento de Xuxa. Isso é para que o leitor conclua que Xuxa nasceu pobre? E o que isso tem a ver com o contexto da notícia? Bastava dizer apenas “A famosa apresentadora Xuxa”. E ponto.</p>
<p>- Seguindo o texto, há um suposto depoimento de Xuxa: “Ao ser contatada pela reportagem do jornal <em>GloboNews</em>, Xuxa foi breve: ‘Não permitirei que mexam com a honra de minha filha. Ou essa coisa nojenta, esse Twitter acaba, ou meus advogados vão proibir essa barbaridade’.&#8221; Então ela teria dado uma entrevista exclusiva ao <em>GloboNews</em>? Óbvio que não. No máximo, soltaria uma notinha pela sua assessoria de imprensa.</p>
<p>- Por último, o sem-nocionismo maior do texto: a análise do caso por uma “estudante da USP de 25 anos”. E alguém pode me dizer por que cabe a uma estudante da USP analisar o caso? O que a USP tem a ver com a história? E nem sabemos de qual curso é a estudante e porquê ela, dentre, 56 mil alunos da universidade, foi escolhida para opinar! (seria a prima do repórter?) Ou a estudante era usuária do Twitter?</p>
<p>Enfim, diante de um fato problemático e de um texto mais maluco ainda, nada poderia restar ao leitor a não ser uma confusão generalizada. Cabe saber agora em quem acreditar na continuidade do caso Xuxa x Twitter.</p>
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